PRESIDENTE DE HONRA DO VIII CLPV | DR. CASTOR CARTELLE
O Professor Dr. Castor Cartelle Guerra nasceu na região da Galícia, na Espanha, e chegou ao Brasil em 1957, durante um período de intensas transformações sociais e científicas no país. Naturalizou-se brasileiro e, ao longo de sua vida, construiu uma carreira acadêmica e científica de notável relevância, sendo reconhecido com o título de Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais, em reconhecimento a sua expressiva contribuição ao desenvolvimento científico, educacional e ambiental da região.
Sua formação acadêmica é vasta e multidisciplinar. Cartelle é licenciado em Letras Clássicas, Filosofia e Ciências Naturais, com posterior mestrado em Geociências e doutorado em Morfologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua trajetória docente teve início nesta mesma instituição, onde alcançou o mais alto posto da carreira universitária, o de Professor Titular, tendo se aposentado após décadas de ensino e orientação de alunos de graduação e pós-graduação.
Mesmo após sua aposentadoria da UFMG, Castor Cartelle manteve uma intensa atividade acadêmica. Atualmente, exerce a função de professor na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), além de atuar como curador da prestigiada Coleção de Paleontologia do Museu de Ciências Naturais dessa Universidade, uma das mais importantes coleções paleontológicas da América Latina. Sob sua curadoria, o acervo tem servido como base para inúmeras pesquisas científicas, exposições educativas e programas de extensão voltados para a popularização da ciência.
A produção intelectual de Castor Cartelle é extensa e diversificada. Autor de inúmeros artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais de alto impacto, também é responsável pela publicação de diversos livros de divulgação científica, voltados tanto ao público especializado quanto ao leigo. Cartelle tem se destacado, ainda, na produção de conteúdo para rádio e televisão, sempre com o objetivo de aproximar a sociedade dos temas ligados à Paleontologia e à preservação ambiental.
Sua principal área de atuação científica é a Paleontologia de Vertebrados do Quaternário, com especial ênfase na megafauna extinta da América do Sul. Dentre suas contribuições mais relevantes, destaca-se a descrição de novas espécies fósseis de grandes mamíferos que habitaram o Brasil durante o Pleistoceno, como preguiças-gigantes, tatus de grande porte e felinos de grande tamanho, entre outros. Cartelle também realizou importantes estudos sobre as interações entre a fauna extinta e as primeiras populações humanas no território brasileiro.
Além de sua destacada produção acadêmica, o professor Castor Cartelle tem sido um incansável defensor do meio ambiente. Participou ativamente de conselhos e órgãos dedicados à conservação da natureza, incluindo o Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (COPAM), o Conselho Curador da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte e a Fundação Biodiversitas, da qual foi presidente. Em todas essas instituições, contribuiu significativamente para o desenvolvimento de políticas públicas de proteção à biodiversidade e ao patrimônio natural.
Uma de suas iniciativas mais notáveis no campo da divulgação científica e do turismo sustentável foi a idealização da chamada “Rota Lund”. Este projeto inovador, incorporado oficialmente pelo Governo de Minas Gerais, tem como objetivo integrar ciência, meio ambiente, educação e turismo na região de Lagoa Santa, área célebre pelas pesquisas pioneiras do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, considerado o “Pai da Paleontologia Brasileira”. A Rota Lund busca não apenas preservar os sítios arqueológicos e paleontológicos da região, mas também promover o desenvolvimento econômico local através do turismo científico.
Ao longo de sua carreira, Castor Cartelle tem sido reconhecido por sua dedicação ao ensino, à pesquisa e à popularização da ciência. Sua trajetória inspira novas gerações de cientistas, professores e defensores do meio ambiente, consolidando seu nome como uma das mais importantes referências da Paleontologia de Vertebrados no Brasil.
SOBRE O LOGO DO VIII CLPV
Conheça a inspiração por trás do logotipo do VIII CLPV. O elemento principal é a grande preguiça terrícola Eremotherium laurillardi, um fóssil descrito no Brasil em 1842 pelo naturalista dinamarquês Peter Lund na região de Lagoa Santa/MG. Essa animal é o mais predominante nos depósitos fossilíferos do Quaternário do Brasil, fazendo dele a escolha ideal para representar nosso evento em terras brasileiras.
As cores quentes, variando entre tons de amarelo e laranja, foram inspiradas no pôr do sol do Rio de Janeiro, cidade que sediará o congresso em sua oitava edição. As linhas fluidas, demarcado formas geométricas simples, trazem leveza e modernidade, além de fazerem referência ao mar e às paisagens naturais da cidade.

Dra. Claudia Marsicano (Argentina)
Professora e Pesquisadora Principal na Universidad de Buenos Aires (Argentina), atua no estudo da evolução dos tetrápodes basais gondwânicos durante o Paleozoico tardio. Realizou extensos trabalhos de campo internacionais, incluindo Austrália, sul da África e América do Sul. Atualmente, é membro do Conselho Editorial Consultivo do Journal of South American Earth Sciences e do Comitê Científico do Programa Internacional de Geociências (IGCP) da UNESCO.
Tema: Origem e diversificação inicial dos tetrápodes
COMISSÃO CIENTÍFICA
– Agustin Guillermo Martinelli (Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia)
– Alcina Magnolia Barreto (Universidade Federal de Pernambuco)
– Alexander Wilhelm Armin Kellner (Museu Nacional – UFRJ)
– Alexandre Liparini (Universidade Federal de Minas Gerais)
– Alfredo Armando Carlini (Universidad Nacional de La Plata)
– Alfredo Eduardo Zurita (CECOAL-CONICET)
– Aline Marcelle Ghilardi (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
– Ana Maria Ribeiro (SEMA/UFRGS)
– Angel R. Miño-Boilini (Universidad Nacional del Nordeste)
– Annie Schmaltz Hsiou (Universidade de São Paulo)
– Ariana Paulina-Carabajal (Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medio Ambiente)
– Camila David Cupello (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
– Cesar Leandro Schultz (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
– Claudia A. Marsicano (Universidad de Buenos Aires)
– Claudia I. Montalvo (Universidad Nacional de La Pampa)
– Diego H. Verzi (Universidad Nacional de La Plata)
– Diego Pol (Museo Paleontológico Egidio Feruglio)
– Diogo de Mayrink (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
– Edison Vicente de Oliveira (Universidade Federal de Pernambuco)
– Esteban Soibelzon (Universidad Nacional de La Plata)
– Federico Agnolin (Laboratorio de Anatomía Comparada – Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”)
– Felipe Lima Pinheiro (UNIPAMPA)
– Felisa Aguilar (Instituto Nacional de Antropología e Historia – México)
– Fernando E. Novas (Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia)
– Francisco Goin (Universidad Nacional de La Plata)
– Francisco J. Prevosti (Museo de Ciencias Antropológicas y Naturales)
– Francisco Ricardo Negri (Universidade Federal do Acre)
– Juan Carlos Cisneros (Universidade Federal do Piauí)
– Juliana M. Sayão (Museu Nacional – UFRJ)
– Kleberson de Oliveira Porpino (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)
– Kleyton Cantalice (Universidad Nacional Autónoma de México – UNAM)
– Leonardo Rodrigo Kerber (CAPPA – Universidade Federal de Santa Maria)
– Lilian Paglarelli Bergqvist (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
– Luciano Varela (Universidad de la República – Uruguai)
– Manuel Alfredo Medeiros (Universidade Federal do Maranhão)
– Mariela Castro (Universidade Federal de Catalão)
– Marina Bento Soares (Museu Nacional – UFRJ)
– Martin Ezcurra (Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia)
– Mário André Trindade Dantas (Universidade Federal da Bahia)
– Max Cardoso Langer (Universidade de São Paulo)
– Mirian Liza Alves Forancelli Pacheco (Universidade Federal de São Carlos)
– Orangel Aguilera (Universidade Federal Fluminense – UFF)
– Paulo Marques Machado Brito (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
– Rodrigo L. Tomassini (INGEOSUR-CONICET – Universidad Nacional del Sur)
– Thais Rabito Pansani (Smithsonian Institution)
– Valéria Gallo (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
ABMGeo – Associação Brasileira de Mulheres na Geociências
ABPaleo – Asociación Boliviana de Paleontología
AChP – Asociación Chilena de Paleontología
APA – Asociación Paleontológica Argentina
ASPP – Asociación Paleontológica del Perú
SBGeo – Sociedade Brasileira de Geologia
Somexpal – Sociedad Mexicana de Paleontología
A situação de regularidade na SBP com anuidade quitada deve ser comprovada através de comprovante de pagamento da anuidade anexado no momento da inscrição.
Caso ainda não seja sócio ou não esteja quite com a SBP, por favor realize a inscrição na categoria NÃO SÓCIO ou entre em contato com a SBP para regularizar sua situação ou realizar sua filiação através do site www.sbpbrasil.org.
Inscritos nas categorias “Sócio Estudante de Pós-Graduação” ou “Sócio Estudante de Graduação” devem comprovar regularidade junto à SBP (ver item 2.1.1) ou junto à sociedade congênere (ítem 2.2.3).
Além disso, é obrigatório anexar declaração de matrícula atualizada ou com validade vigente no momento da inscrição. Tal documento estará sujeito à aprovação pela Comissão Organizadora e, caso o documento não seja validado, o participante deverá pagar a diferença do valor para a categoria NÃO SÓCIOS para que sua inscrição no Evento seja validada.
Poderão se inscrever nesta categoria aqueles que estiverem em situação regular e com anuidade quite em uma das sociedades congêneres listadas no item 2.1. Sociedades Congêneres.
É obrigatório anexar comprovante de pagamento da anuidade ou declaração de situação cadastral (assinada e carimbada) atestando que o inscrito está quite com suas obrigações de associado junto à Sociedade à qual está afiliado.
Caso o documento enviado não seja validado, o participante deverá pagar a diferença do valor para a categoria NÃO SÓCIO ou entrar em contato com a Sociedade para regularizar sua situação ou realizar sua filiação.
O recibo do pagamento ficará disponível após a confirmação do pagamento e verificação dos comprovantes anexados (caso aplicável).
Acesse o menu ÁREA DO INSCRITO > RECIBO.
Serão aceitas transferências de inscrições até o dia 10 de agosto de 2026. As mesmas devem ser solicitadas exclusivamente pelo e-mail contato@usbrasildigital.com com as seguintes informações:
É imprescindível que o novo titular seja da mesma categoria de inscrição que o inscrito atual.
Oe cancelamento deverá ser solicitado exclusivamente por e-mail para contato@usbrasildigital.com até o dia 10 de agosto de 2026. Ao solicitar o cancelamento, por favor, informar os seguintes dados:
– Somente o congressista poderá solicitar o reembolso do valor da inscrição.
– Prazo para reembolso: 30 dias úteis.
– Condições para reembolso: será descontada taxa de R$20,00 do solicitante para cobrir encargos bancários.